um não dizer que se grita...que s'implora e se sufoca..
o mundo gira e o Homem se perde em seu caminho
nega a Luz e no turbilhão já se afundou
olho em redor e vejo sombras
névoas que se arrastam num gemido inconstante...
dar-te-ia a minha mão...mas nada sei para além do que já foi dito...
nesta solidão do meu caminho, agarro cada pedra e bebo a Luz de cada brisa
sou quem sou...um Ser que se ergue no vazio e flutua...
os meus pés não tocam o chão
olho em frente na escuridão
porque sempre me perdi, para depois me encontrar
porque sempre caí com o sentido de me levantar
deixo-me banhar pelo teu negrume...
procuro-te a paz e encontro-me na vastidão...
em redor o silencio...
dentro de mim tudo o que nunca direi...
no gélido toque do infinito,
encontro a força de continuar
as sombras se contorcem
os gemidos se abafam
repisam-se as areias, quentes de tanto serem caminhadas
renascem-se as certezas e entregam-se os corpos ao turbilhão