reguei as minhas rosas com o pingo do que senti...
soprei nuvens, afastei sombras...abri ao Sol a clareira do meu peito...
cresceram suaves e delicadas, com a cor do infinito e o doce perfume da maresia...
contei-lhes do Sol e da Lua...falei lhes de Amor e poesia...
olhei-as como mãe...cobri-as de mel e açucar em pó...
vi, uma a uma, a tornarem-se mulheres, na sua força e delicadeza...
encheram-me de calor e primavera... sussurraram-me Sonhos e Desejos...
Hoje, quando as acariciei...
foi uma onda que me derrubou...um vento que me tirou o chão...
o quente que me tocou era outro...
uma gota de sangue que se desenhou entre os meus dedos...
um arrepio que me cortou as palavras...
a Luz que se esvaia de mim....
era uma espinho...
um espinho que tinha a minha bela rosa...
um espinho que me perfurou a Alma...
um espinho que me acordou os sentidos...
um espinho...a minha rosa tem um espinho...
bela, doce e cheia de Amor..., tem um espinho que se cravou em mim...
minha rosa...que tanto Quero, que tanto Amo...
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